terça-feira, 26 de novembro de 2013

CALENDÁRIO 2014


CALENDÁRIO 2014


Um novo calendário está pronto.
Esta aventura começou já há alguns anos, timidamente, como quem entra cautelosamente no mar. Primeiro molham-se os pés, depois avança-se devagar até termos água pela cintura e só depois de aclimatados mergulhamos. Precisei de sete anos para deixar a minha zona de segurança (o ciclo de «amigos») e me abalançar no desconhecido. E quando me atrevi a mergulhar e a nadar para fora de pé, a primeira coisa que percebi foi que, eventualmente, nem sempre é naqueles em quem mais confiança depositávamos que vamos encontrar o apoio e a empatia que procuramos, — porque assumido ou não é a empatia que procuramos sempre. Em compensação, o estímulo surge muitas vezes de onde não esperávamos, e esta parece ser uma regra natural. Complicada de compreender, dolorosa de aceitar, que obriga repensar muitos dos nossos relacionamentos e daquilo que supúnhamos adquirido, mas que por outro lado nos surpreende agradavelmente já que por todas as portas que não se abriram quando esperávamos, abrem-se outras desconhecidas, muito mais valorizadas por nós, por que nos dão votos de confiança sem nos conhecerem. O tal mergulho para fora de pé, que pode requerer muitos preliminares, pressupõe que estamos prontos a correr o risco do (in)sucesso, que temos suficiente confiança no nosso valor e na nossa limitação, e que acima de tudo estamos dispostos a ir ao encontro dos outros acreditando que a nossa vulnerabilidade pode encontrar eco na vulnerabilidade do outro. Tudo isto é de uma enorme fragilidade. Recordo o livro do Rilke Cartas a um Jovem Poeta em que ele explica que a arte (poesia incluída) nunca deveria ser recebida com uma crítica, mas antes carinhosamente saudada, pois implica a exposição do que de mais intimo existe em cada um.
Mas vivemos num mundo cru, pouco dado a subtilezas, onde o que determina o êxito da nossa produção não é o seu conteúdo, mas sim a sua forma, ou melhor ainda a capacidade de divulgar e convencer os outros a interessarem-se pelo que fazemos. Chama-se a esta técnica marketing e é o que determina a avaliação e valorização do que fazemos. Naturalmente que a sobrevivência de qualquer mercado depende das suas vendas e as vendas dependem da divulgação, o problema é que a divulgação/venda assumiu nos nossos tempos contornos absurdos e muitas vezes abusivos que resultam num permanente bombardeio de ofertas que gritam e se esgrimam entre elas, ignorando éticas, dispensando filtros, e que acabam por nos tornar dormentes, indiferentes ou no mínimo confusos.
Quando há um ano procurei um mercado maior ou menos tacanho para o meu trabalho e tentei os EUA fiquei chocada com o que encontrei. Basicamente qualquer trabalho que se submeta à apreciação de um editor deverá fazer-se acompanhar, ou mesmo representar, por um estudo de mercado que pelos dados apresentados justifique a rentabilidade do que oferecemos. Longe vão os tempos em que a edição estava ligada à cultura, em que editar pressupunha acreditar e correr riscos, em que a empatia entre o autor e o editor definiam uma relação de confiança e um trabalho com riscos e proveitos repartidos. O editor é hoje um empresário como qualquer outro, cuja única preocupação é rentabilizar a sua empresa. Fora de causa está o valor absoluto do produto que oferecemos (que no meu caso, com toda a honestidade e humildade reconheço que pode ser nulo, o que de qualquer forma é indiferente ao editor desde que consiga provar que o consigo vender). E fora de causa está também o reconhecimento de que nada funciona se não for sustentável. Trabalhei muitos anos com editores e sei que a regra de ouro era conseguirem uns autores de sucesso e rentabilidade garantida, que lhes permitissem descobrir e arriscar, sem garantias, em novos valores.
Porque ninguém vive do ar, é muitas vezes difícil resistir à tentação de tentar agradar para ser aceite. Quando depois do meu calendário pronto pintei a ilustração que lhe serviria de capa comecei por ter uma ilustração muito forte que não duvido chamaria a atenção, mas rapidamente a descartei porque não me identificava, o que me leva à introdução deste calendário para 2014.
Qualquer trabalho criativo pressupõe uma escolha.
Ou nos preocupamos com o impacto que pode ter nos outros, para agradarmos ao maior número possível de pessoas, e nos protegemos mantendo alguma distância no discurso, ou nos preocupamos em ser verdadeiros, expondo-nos e correndo o risco da nossa verdade nos isolar.
A segunda opção não é o caminho mais fácil (nem o mais rentável...), mas é o que acredito vale a pena percorrer, porque a vulnerabilidade, que tanto nos isola, é também a forma mais calorosa de nos conectarmos.
Tal como nos calendários que antecederam este, o que cito e escrevo reflete ideias e emoções que experimento. Faço-o com a mesma transparência das minhas aguarelas, o meu compromisso é com a minha autenticidade, que como a de qualquer um é feita de medo e de coragem, de ilhas e de pontes, de asas e de esperança.
No ano passado, pela primeira vez aceitei encomendas e vendi calendários, o que  provou ser uma boa fórmula, porque como um rio que mansamente faz o seu trilho e abre afluentes, assim vão chegando os meus calendários, naturalmente, onde é suposto chegarem.
Mais não posso desejar. Obrigada por me acompanhar. Bom ano!

terça-feira, 23 de abril de 2013

As lágrimas das coisas


São lágrimas das coisas diz Eneias quando de regresso a Cartago chora ao se ver-se confrontado com o que perdeu.
A frase é recordada na biografia de uma família de banqueiros austríacos que durante a Guerra viu o seu extraordinário espólio ser saqueado, destruído e o que restou de uma imensa fortuna vendido a troco de simples vistos para fugirem como criminosos, de mãos vazias.

Nada nos pertence verdadeiramente, nem as coisas, nem os bichos, nem as pessoas. Tudo nos é emprestado por um período de tempo mais ou menos longo, mais ou menos feliz. Nosso é apenas o que guardamos na cabeça e no coração.
Crescemos associando os «nossos» pertences, à nossa segurança, à nossa força. Mas é um conceito enganador se pensarmos que nada é mais ilusório do que a importância que atribuímos às coisas.
Vivemos numa sociedade que nos induz a colecionar e armazenar, o que leva depois à necessidade de criar espaço e barreiras para guardar, manter e defender o que possuímos, um caminho absurdo que não só nos estorva os movimentos e nos torna mais vulneráveis, como nos desvia muitas vezes do essencial, que é bem mais simples.
O desfazer do «tesouro» tem o seu lado libertador!

Coisas são apenas coisas. Que passam pelas nossas vidas e temporariamente fazem parte delas, colorindo-as. As que pertenceram à minha família sobreviveram incólumes a uma revolução e a um incêndio brutal, para partirem agora ao desbarato. Nada nem ninguém consegue prever o seu destino...

Pensava em tudo isto enquanto meticulosamente alinhava sobre a enorme mesa de jantar 102 copos de cristal, organizados por seis tamanhos diferentes. Um serviço dourado com pés altos e facetados de uma beleza digna da mesa de um rei. Recordei as festas que testemunharam nesta casa e imaginei as festas que iriam testemunhar noutros ambientes. A vida deles não acaba aqui. Acaba apenas o tempo em que as nossas vidas coincidiram.

Por quanto se tente ser racional e forte no desmembrar do espólio que nos acolheu e acompanhou, não é possível faze-lo sem emoção.  E cada objecto que vejo embalar e sair leva consigo um bocadinho de mim, da minha história, das minhas memórias, do que me trouxe até aqui. As minhas lágrimas das coisas.

The power of vulnerability


A vulnerabilidade, que nos torna indefesos perante a adversidade, é também o que nos torna permeáveis ao encantamento da vida.
Tropecei por acaso, no meio das milhentas informações com que as redes sociais nos bombardeiam, numa investigadora americana que dedicou doze anos de trabalho ao estudo das emoções negativas que todos conhecemos mas sobre as quais ninguém fala. Na sequência do seu trabalho, Brené Brown fez uma palestra subordinada ao tema The power of vulnerability gravada e divulgada no You Tube com um recorde de visionamentos.
A meu ver, o aspecto mais aliciante da internet é esta facilidade de nos conectarmos, de lançarmos ideias que outros, em qualquer parte do mundo que entendam a nossa língua, apanham, digerem e absorvem na sua própria experiência e, eventualmente, recriam e relançam no ar.

Crescemos e somos educados a esconder a nossa natural vulnerabilidade, a abafá-la sob sucessivas camadas que, com o tempo, nos revestem de uma carapaça que nos protege das intempéries, que nos cria uma aparente proteção contra o medo, a vergonha, a incerteza, a desilusão, o desgosto, contra tudo o que não queremos sentir, mas que nos assola, latente, mudo e quedo, no cerne de todos nós. Não queremos ser vulneráveis para não estarmos expostos a estas emoções, e é verdade que a vulnerabilidade é o centro das emoções difíceis, mas é também o berço de todas as emoções positivas que encantam a nossa vida: o amor, a pertença, a alegria, a gratidão e a empatia. Ao endurecermos para nos defendermos do que nos pode magoar, corremos o risco de nos tornarmos insensíveis ao que nos pode estimular.

Vivemos num mundo vulnerável, porventura a sociedade mais endividada, obesa, dependente e medicada da história da humanidade. Numa insatisfação transversal a classes sociais e a níveis etários.
Brené Brown justifica este descontentamento que procuramos compensar, justamente com a dificuldade em isolar as emoções negativas das emoções positivas. Ao abafarmos numa dormência forçada sensações que queremos evitar, e que nos tornam vulneráveis, neutralizamos também a nossa capacidade de sentir e vibrar com o que nos pode alegrar, daí resulta um mal-estar, uma insatisfação, que tentamos suprir com compras, alimentos, álcool, drogas, medicamentos, vícios ou dependências cujo prazer efémero não chega para dar sentido à vida, reforçando antes um ciclo de dependência e de infelicidade. Até mesmo a religião é muitas vezes utilizada como um vício e um escape, onde se escondem fragilidades e para onde se escoam frustrações.
Na raiz desta insegurança que leva as pessoas a fecharem-se sobre si próprias e a baixar uma cortina protetora sobre as suas emoções, está uma necessidade inconfessada de nos sentirmos integrados e aceites na nossa teia e o consequente medo/vergonha/presunção da rejeição, de não estarmos à altura do que se espera de nós, numa sociedade que por um lado nos dá um modelo absurdo de perfeccionismo assente em comparações – que não só tendem a controlar as nossas vidas como, pior ainda, controlam o que exigimos aos nossos filhos–, e por outro nos induz a tomar o incerto por certo, o que significa que em vez de nos focarmos no que temos e nos corre bem, atormentamo-nos com o que podemos perder ou nos pode correr mal.

Segundo Brené Brown constatou no seu estudo através de milhares de entrevistas, aqueles que se relacionam bem com a vida têm em comum um elevado sentimento de autoestima, que resulta quer da coragem de assumir a sua imperfeição, desistindo de ser quem achavam que deveriam ser, para poderem assumir o que que realmente são, quer da compaixão ou tolerância para com eles próprios e para com os demais.
A verdadeira empatia, aquela que ultrapassa as relações circunstanciais e superficiais, e se baseia na comunhão de emoções, é extremamente rara como todos constatamos. Numa cultura onde as pessoas têm medo de ser vulneráveis não é possível haver empatia. Para ir ao encontro do que os outros sentem e para abrir caminho para que os outros venham ao nosso encontro, temos de começar por baixar as armas, expondo as nossas emoções, correndo riscos, abrindo um trilho na incerteza, rompendo o filtro das aparências e requer alguma loucura ou pelo menos muita coragem.

A coragem para sair da teia, ficando na ribalta, expostos e indefesos, pode partir da crença de que o que nos faz sentir mais isolados é na verdade o que mais nos liga aos outros, porque é o que mais temos em comum: a insegurança, o medo, a vergonha: a vulnerabilidade. Haverá sempre quem desdenhe, quem nos olhe de cima ou de esguelha com sarcasmo, e esse, que toma essa atitude, é o mais vulnerável. Tão frágil que não admite a sua insegurança.
A minha experiência pessoal ensinou-me que às vezes é preciso sermos esmagados pelos acontecimentos e forçados à rendição para compreendermos que a nossa verdadeira força está na nossa vulnerabilidade, que revela as nossas imperfeições, as nossas limitações, mas também descobre as nossas qualidades e a nossa beleza. Que nos obriga a desistir de tentarmos controlar o que claramente está fora do nosso controlo. A cultivar um espírito persistente e resistente. A seguir a intuição e a confiar na fé. Compreendendo que a nossa autenticidade não só não nos isola, como é a forma mais forte de nos conectarmos. Libertando-nos de preocupações com aparências ou qualquer estereótipo. Alinhando posições, convicções, valores, mesmo que não haja garantias. Acreditando que não precisamos de ser mais do que aquilo que já somos.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Braveheart


Quando o dia chegou estava há muito anunciado, o que nem por isso minimizou a sua dificuldade.
Naquela manhã chuvosa e lamacenta, pouco falámos. Cada um tomou a coragem nas próprias mãos e fez o que era suposto fazer.
Tenho presente a chegada de uma camionete imensa e fisicamente sinistra, que me recordou as imagens de embarque do holocausto.
Tenho presente a segurança com que o criador juntou e completou presencialmente os últimos resenhos dos animais que viu nascer e crescer, que fizeram boa parte da sua vida e que agora encaminhava em plena pujança para a morte. Como sempre acontece, quando se trata de movimentar a manada, pediu silêncio e afastou toda a gente, única excepção aceite para o filho, que de qualquer modo se recusava a abandoná-lo. Quando terminou a sua parte virou costas, e com a mesma tranquilidade, sempre em silêncio, dirigiu-se para casa.
Agora era com o filho. De longe, apenas com a proximidade suficiente para que ele se apercebesse da minha presença, acompanhei a preparação, o embarque, e a complicadíssima acomodação (não sei se lhe poderei chamar assim) dos cavalos. Não conseguia ouvir o que diziam mas assistia a toda a agitação de cavalos e homens que parecia não terminar nunca. Braveheart corria para trás e para diante, para cima e para baixo, até finalmente «entalarem» o último animal, fecharem as portas e partirem. Depois acompanhou o transporte até ao seu destino, no outro extremo do país, cumprindo o compromisso que assumira com o pai de acompanhar pessoalmente o processo até ao fim. Um processo doloroso e esgotante, pontuado por absurdas burocracias, que se arrastou (desde a partida de casa até ao desfecho) por mais de trinta horas. Aguentou firme e sozinho todos os contratempos e só se afastou depois do calvário concluído.

Tudo isto quero um dia esquecer. Para recordar quero guardar esta prova de coragem e de amor. E há também um momento especial que não posso nem quero esquecer, quando de repente o céu cinzento se rasgou para descobrir o Sol, e no meio da desolação de um dos dias mais tristes das nossas vidas deparei com o brilho lilás de uma glicínia em flor sob a qual passava imponente um galo pedrês, sarapintado de preto e branco com uma crista escarlate, um quadro de uma beleza inesperada e redentora, tão contrastante com a devastação das nossas almas, que me fez entender como Deus nos segura quando a resistência chega ao seu limite.


quarta-feira, 6 de março de 2013

Life is not measured by the number of breaths we take, but by the moments that take our breath away!


Toda a noite ouvi o mar em fúria chicotear a costa.
Por isso de manhã, assim que me libertei dos meus compromissos, e ignorando a ameaça dos aguaceiros que intercalavam com um tímido Sol, não resisti a envergar o impermeável para rumar à Boca do Inferno.
Vou percorrendo a costa e não resisto a parar exatamente na Boca do Inferno –nome sugestivo este, imagino que  atribuído num dia como o de hoje – um buraco que o mar escavou nas rochas, onde todos os remoinhos se concentram e confrontam para medir forças e ver quem salta mais alto. É uma visão fascinante. Hoje há redes para dissuadir tentações, mas ao longo dos tempos, muitos encontraram aqui a morte, por acidente ou atraídos pelo abismo. Conta-se que a própria rainha D.Maria Pia, amante destas paragens, ia morrendo afogada juntamente com os infantes, arrastados por uma onda quando contemplavam o espetáculo perto demais.
Continuo o passeio. Mais adiante um casal de estrangeiros ri incrédulo perante este fogo de artifício gratuito. O mar bate na costa, sobe a uma altura incrível e lança uma chuva que ultrapassa todas as distâncias de segurança para nos fustigar a cara. Felicidade suprema, saboreio o sal, e penso que um dia, quando isto e tanto mais forem só memórias mitigadas pelo tempo, esta proximidade do mar, em todos os seus humores, será o que mais falta me fará.
Enquanto observo o ciclo das ondas que se repete sem nunca ser igual, penso que me identifico ora com a água que descarrega a sua fúria e revolta contra quem se atravessa no seu caminho, ora com a rocha que, impotente, vai sendo sovada a intervalos regulares, que não lhe dão tréguas nem tempo para se recompor.
De regresso vejo ao longe o farol da Guia que o sol iluminou para me animar, e questiono-me, como tantas vezes ultimamente, se o segredo estará no apego ao que temos ou no despojo total apregoado por Buda. Tento mentalizar-me para o que me espera. Deixar que o mar devore as coisas que me acompanharam até aqui e de que sou forçada a abrir mão. Sei que do outro lado, eventualmente, encontrarei um lago sereno, ou pelo menos simplificado e aligeirado, mas para lá chegar tenho de ultrapassar a intempérie, que pressupõe um sem fim de escolhas e decisões difíceis, que vou tendo de assumir a sós, dia a dia.
O farol da Guia também faz parte do meu espólio, como a casa que o meu pai construiu perto dele, e que testemunhou mais de quarenta anos da minha vida. Devemos acarinhar as memórias ou seremos mais felizes se as conseguirmos ignorar? Concentrados apenas no presente, será possível?
Volto para casa retemperada. E porque a vida não se mede pela quantidade de inspirações que fazemos, mas pelos momentos que nos inspiram, o mais recente berbicacho de canalizações detectado pela enfermeira da minha mãe esta manhã vai ter de esperar, assim como a decisão se vale a pena continuar a investir na sua fisioterapia. Amanhã decidirei o que mando leiloar a seguir. Que se dane o problema do computador não aceder ao banco on-line. A decisão sobre o livros que vou manter e os que me vou desfazer pode esperar. Hoje não vou pensar na casa e nas coisas que dentro de algum tempo deixarão de ser. Não vou pensar nos animais que vimos nascer e dentro de dias seremos forçados a abater por se terem tornado insustentáveis.
Hoje, decidi, vou comprar freseas, típicas deste mês, que deixaram de ser espontâneas nesta Marinha que também já era, para me perfumarem o ambiente, e vou pintar, o que há muito não faço. Amanhã decidirei sobre o resto.