Quando o cerco
aperta reagimos de forma muito semelhante aos animais. Tendemos a isolarmo-nos
na nossa ilha. Perdidos no espaço e no tempo, ao sabor do que nos espera.
À nossa volta
gravitam problemas. Os mais complicados de gerir são os que nos tocam por «afinidade»
não são nossos, mas são dos nossos, e deixam-nos impotentes. Não podemos vestir
a pele do outro. Assumir a sua aflição. Vencer os seus temores ou terrores. Prever
a sua reacção. Controlar o seu desfecho. Na passividade do único papel que nos
é consentido, ser e estar, aqui, sempre, vivemos com redobrada inquietação qualquer
mudança de vento, qualquer alteração no mar. Com os sentidos à flor da pele,
num alerta constante e esgotante.

Ótimo...imagem e texto complementando muito bem um ao outro...gostei!
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Rafael
Desce Mais Uma!