Somos os galhos de uma árvore frondosa, singulares e únicos na nossa forma, mas profundamente iguais no mais íntimo do nosso ser. Qualquer que seja a forma como nos apresentamos e como nos movemos no mundo, para lá do que é visível, nos mais básicos sentimentos de alegria, tristeza, ilusão, desilusão, de aflição ou de medo, não somos diferentes, apenas divergimos no modo como os exprimimos, na voz que lhes damos e que depende da nossa sensibilidade, da nossa experiência e da cultura em que fomos educados.
Tal como os troncos da árvore, ao longo do nosso percurso vamos desenvolvendo afinidades, algumas são afinidades de sangue e resultam da derivação natural dos ramos, outras são afinidades de educação e cultura, outras ainda serão resultado de encontros casuais, temporários ou duradouros. No geral estabelecemos tipos de relacionamento diferentes, que em conjunto constituem o tecido da nossa vida.
Paradoxalmente, quanto mais compreendemos o que nos liga a todos e a tudo o que tem vida, quanto mais diluídos e integrados, mais especiais e diferentes nos sentiremos. A unidade na diversidade, que é uma das leis básicas da natureza, também nos rege a nós, mas para nos assumirmos e validarmos na nossa diversidade, temos antes de humildemente reconhecer o nosso ínfimo lugar no que nos une.
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